São Gonçalo é o Mundo: Clayton Grilo

Mais uma da série de entrevistas chamada São Gonçalo é o Mundo! O intuito dessa série é mostrar para os cidadãos gonçalenses o tanto de talento que a cidade produz. Sabemos que todas as cidades produzem talentos para o Rio de Janeiro, mas queremos valorizar São Gonçalo porque entendemos que a cidade é um dos maiores celeiros de talento do Brasil. Nomes como Claudinho e Buchecha, Claudia Leite, Juliana Paes, Ibson, Edmundo, Dedé Santana e Carioca, são alguns exemplos da força que São Gonçalo tem na produção de talentos e esta série vem para mostrar a vocês os novos talentos de São Gonçalo.

O nome da vez é Clayton Nunes, mais conhecido como Clayton Grilo. Diferentemente dos outros, Clayton não é nascido em São Gonçalo, ele vem da Ilha do Governador, entretanto, tem se comportado como um verdadeiro gonçalense, investindo tempo e esforço na formação de crianças e adolescentes através do Centro de Oportunidade ao Talento (COT). Apesar de ser considerada uma escolinha de futebol para muitos, o COT é um trabalho que visa formar a criança e o adolescente em homens e mulheres de bem para a sociedade.
Conversando um pouco mais de tempo com o Clayton, descobrimos que ele foi mais um que se aventurou na carreira de futebol. Ele fez a primeira dupla de ataque com Ronaldo Fenômeno, quando jogava pelo São Cristóvão, depois disso jogou por diversos clubes como Grêmio, Fluminense e Portuguesa-RJ, antes de pendurar as chuteiras aos 29 anos. Hoje o foco dele é poder contribuir na formação de homens e mulheres de bem para São Gonçalo através do COT.

Confira um pouco mais sobre o Clayton e o COT na íntegra:

Você, como alguém nascido fora de São Gonçalo, como foi recebido pela população?

–  O povo me recebeu de braços abertos. O Gonçalense é um povo muito acolhedor, não tenho palavras para descrevê-los. Sou um gonçalense de coração.

Como foi o tempo como jogador?

–  Foi uma fase muito boa. Éramos felizes e não sabíamos. Naquele tempo tinha que demostrar futebol para se firmar em um clube. Pude passar por vários clubes, mas o Grêmio tem um lugar especial no meu coração.

Como surgiu a ideia do COT?

– Foi durante uma simples conversa entre dois amigos, daí prevaleceu a vontade de iniciar um projeto para cuidar das crianças da região. Só não sabia como fazer. Encontrei a ideia através de um amigo aqui do bairro, o Leonardo Borges, foi ele quem idealizou como poderia funcionar o projeto.

Como é o relacionamento com os jogadores atuais? Alguns deles ajudam o projeto? Como se dá essa ajuda?

– Meu relacionamento com os jogadores atuais é bom. Eles apoiam o projeto através das camisetas do COT. Temos alguns padrinhos.

Como enxerga o futebol Gonçalense?

– Diferente da minha época: antes tinha jogadores bons, mas não tinha time profissional na cidade. E hoje tem time, mas o nível tá mais fraco.

Já tem alguns meninos, frutos do COT, que estão dando certo no meio do futebol?

– Tem do COT da ilha: Wesley Ferreira no Flamengo e Pereira no Figueirense. No de São Gonçalo: Igor no São José de São Paulo. Tem também o Junior Fidelis, que estava disputando a Série D.

– Como o COT tem contribuído para o desenvolvimento do esporte na cidade?

O COT contribui tirando crianças e jovens da criminalidade e apresentando outras oportunidades pessoais. Sempre mostrando o lado certo da vida.

Fotos: Arquivo Pessoal

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